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Estradas Históricas do PNPG

Partir de moto pela Serra do Soajo, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), é mergulhar numa viagem que mistura adrenalina, história e paisagens de cortar a respiração. Este roteiro em modo Grand Tour convida o viajante a explorar estradas ancestrais, aldeias preservadas e panoramas que parecem ter parado no tempo.

A aventura começa nas curvas suaves e vertiginosas das estradas secundárias da serra, onde cada desvio revela vales verdejantes, rios cristalinos e cascatas escondidas. O percurso é um convite à contemplação, mas também ao prazer de pilotar: o asfalto sinuoso, típicos das rotas usadas por pastores e comerciantes desde tempos medievais.

No caminho, encontram-se aldeias e vilas históricas, como Soajo, com os seus espigueiros emblemáticos alinhados na eira do Penedo, e pequenos lugares como Adrão, onde o tempo parece correr mais devagar. Cada curva conta uma história: das antigas brandas e castros à herança agrícola e pastorícia que moldou a região.

O itinerário proporciona também momentos de pausa inesquecíveis. Nos miradouros da serra, a vista abrange todo o Parque Nacional, desde os picos graníticos da Peneda até aos vales cobertos de carvalhais e urzes, onde a natureza preserva espécies autóctones únicas, como o corço e a vaca cachena e o lobo . Cada paragem é um convite a sentir o vento da montanha, ouvir o silêncio da natureza e saborear a autenticidade da Serra do Soajo.

Este Grand Tour de moto não é apenas uma viagem: é uma experiência que combina história, cultura e natureza. É para quem gosta de estradas históricas, curvas desafiantes e paisagens épicas, onde cada quilómetro é uma descoberta e cada aldeia, uma cápsula do tempo.

No final do dia, ao atravessar a serra com o sol a pôr-se entre as cristas graníticas, fica a sensação de ter vivido a Serra de Soajo de forma única, entre a adrenalina da moto e a serenidade das paisagens intocadas.

📍 Inicio na Vila de Soajo.
🏞️ Vários pontos de Interesse ao longo do percurso.
📏 148 kms de rodagem com mais de 5000mt D+
⏰ Duração média de 8 horas

Legenda do mapa:

🔴 Aldeias / Brandas / Vilas
🟢 Alimentação
🟡 Brandas / Currais
🔵 Pontos de água
⚫️ Miradouros
🟠 Locais de interesse
⚪️ Café / Pastelaria / Bar
🟣 Locais religiosos


Geositios


Vila de Soajo

A vila do Soajo é uma das mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda Gerês, situada no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo. 🌿

🏡 Vila do Soajo
• Localização: Serra do Soajo, Arcos de Valdevez.
• Altitude: ~600 metros.
• Inserida em: Parque Nacional da Peneda Gerês.

🌾 Características principais
• Conjunto de espigueiros: O ex-líbris da vila com mais de 20 espigueiros de granito, datados dos séculos XVIII e XIX, erguidos sobre uma laje comum. São um símbolo da partilha e da comunidade.
• Arquitetura tradicional: Casas de granito, ruas empedradas e um ambiente rural autêntico.
• História: O Soajo tem foral desde 1514 (D. Manuel I), sendo outrora um concelho autónomo.
• Cultura: O povo Soajeiro é conhecido pela sua hospitalidade e pelas tradições ligadas à pastorícia e agricultura.
• Natureza envolvente: Rodeada por montanhas, carvalhais, cascatas e lagoas como a Lagoa do Poço Negro, Poço das Mantas e Poço Bento.

🚶‍♂️ O que fazer
• Trilhos e caminhadas.
• Banhos nas lagoas e ribeiros.
• Visita ao Ecomuseu do Soajo.
• Degustar gastronomia local (cabrito, cozido à portuguesa, presunto, mel, e aguardente).


Casa de Guarda do Murço

A Casa Florestal do Murço é uma antiga casa de guarda florestal situada na região do Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, dentro do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG). Estas casas foram construídas durante o regime do Estado Novo, servindo como postos avançados para a vigilância e gestão da floresta.

🏡 Características
• Arquitetura tradicional: Construída em granito, típica das construções da região.
• Localização isolada: Situada em áreas remotas, como a Branda do Murço, proporcionando uma vista panorâmica da serra.
• Função original: Servia como residência para os guardas florestais, permitindo a vigilância das áreas florestais circundantes.

🛠️ Abandono e estado atual
Com o desaparecimento dos guardas florestais e a evolução das políticas de gestão florestal, muitas destas casas foram abandonadas. Atualmente, encontram-se em estado de degradação avançada, representando um património perdido que poderia ser valorizado para fins turísticos ou culturais.

🌿 Importância cultural e natural
Apesar do abandono, a Casa Florestal do Murço e outras semelhantes são testemunhos da história da gestão florestal em Portugal e da vida nas serranias do PNPG. A sua localização oferece acesso a trilhos e paisagens naturais de grande beleza, sendo um ponto de interesse para os amantes da natureza e da história.


Lugar de Adrão

O Lugar de Adrão, situado na região do Soajo, no concelho de Arcos de Valdevez, tem uma história intimamente ligada à vida rural e à pastorícia tradicional do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Embora seja uma localidade pequena, guarda traços culturais e históricos importantes da serra. Aqui vai um resumo detalhado:

🏡 Origem e ocupação
• Adrão surgiu como aldeia de montanha habitada por famílias ligadas à agricultura e à pastorícia.
• A região é conhecida pela transumância, ou seja, a movimentação sazonal de gado entre os campos mais baixos no inverno e as pastagens de altitude no verão.
• Tradicionalmente, as casas eram construídas em granito, muitas delas simples, com celeiros ou “palheiros” anexos para o armazenamento de cereais e feno.

🌿 Economia e cultura
• A economia local sempre foi baseada em agricultura de subsistência e criação de gado (vacas cachenas, cabras e ovelhas).
• Adrão manteve tradições agrícolas antigas, incluindo o uso de espigueiros, e a construção de moinhos rústicos para moer milho.
• A comunidade era muito unida, com práticas coletivas como a eira comum para a debulha do milho, semelhante à Eira do Penedo em Soajo.

⛰️ Paisagem e importância estratégica
• Adrão está localizado numa planície rodeada por serras, permitindo excelente vigilância do gado e proteção contra intempéries.
• A aldeia servia também como ponto de passagem para trilhos que ligavam Soajo a outras aldeias, como o Cabeço da Trapela e a Branda do Murço.

🛡️ Tradições e património
• Embora pequena, Adrão conserva elementos de património rural, como caminhos empedrados, fontanários e pequenas capelas.
• A aldeia mantém tradições orais, festas religiosas e costumes ligados à vida agrícola, preservando uma ligação forte com a natureza circundante.


Miradouro Tibo

O Miradouro de Tibo é um dos pontos panorâmicos mais impressionantes do Parque Nacional da Peneda-Gerês, localizado na freguesia de Gavieira, no concelho de Arcos de Valdevez. Situado a cerca de 800 metros de altitude, oferece vistas deslumbrantes sobre a Serra da Peneda, o Vale do Laboreiro, o Vale do Rio Pomba e a aldeia de Tibo, plantada nas margens do rio Pomba e cercada por campos de trigo. 

🧭 A leste, é possível avistar o Santuário da Senhora da Peneda, abrigado num vale profundo e verde. A oeste, destaca-se o lugar da Gavieira, e mais acima, a branda de São Bento do Cando. Esta diversidade de paisagens torna o miradouro um local privilegiado para observação da natureza e fotografia.

O acesso ao Miradouro de Tibo é feito por estrada alcatroada, com um pequeno desvio da estrada principal que liga Soajo a Gavieira. No local, há bancos e um painel informativo que ajuda a identificar os principais pontos de interesse visíveis. É também um excelente ponto para observação de aves de rapina, como o abutre-do-egipto e o grifo, especialmente se estiverem presentes binóculos. 

Para os entusiastas de caminhadas, o miradouro pode ser integrado em trilhos como o Soajo – Tibo – Várzea – Peneda, que cobre aproximadamente 44,7 km e oferece uma experiência imersiva na natureza da região.


Santuário da Senhora da Peneda

O Santuário da Senhora da Peneda é um dos locais religiosos mais emblemáticos do Parque Nacional da Peneda-Gerês, situado na Serra da Peneda, no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo. 🌄

Aqui vai um resumo detalhado:

História
• A devoção à Senhora da Peneda remonta ao século XIV, quando, segundo a tradição, a Virgem teria aparecido no local.
• O santuário atual foi construído no século XVIII, embora o local já tivesse capelas e ermidas anteriores.
• Foi ao longo do tempo um ponto de peregrinação importante, atraindo fiéis de toda a região, especialmente durante festas religiosas.

🏛️ Arquitetura
• O santuário combina estilo barroco e neoclássico, com destaque para:
• Capela principal com retábulo em talha dourada,
• Imagem da Virgem da Peneda, de grande devoção,
• Escadaria e pequenas capelas laterais.
• O espaço está adaptado à montanha, integrado em socalcos de granito, com caminhos que permitem a circulação de peregrinos.

🌄 Localização e paisagem
• Situado a cerca de 850 metros de altitude, oferece vistas panorâmicas sobre vales, serras e aldeias vizinhas, incluindo Castro Laboreiro e Soajo.
• A envolvente é marcada por rochas graníticas, carvalhais e pastagens de montanha, conferindo um ambiente de grande tranquilidade.

📅 Festas e peregrinações
• A principal festa realiza-se anualmente em setembro, atraindo milhares de fiéis.
• Inclui procissões, missas e eventos culturais ligados à tradição religiosa e rural da região.

🚶‍♂️ Acesso e turismo
• O santuário é acessível por estrada, mas também é integrado em trilhos de montanha, permitindo que caminhantes o incluam em roteiros pelo PNPG.
• É um ponto muito procurado para fotografia, observação da paisagem e turismo religioso.


Lamas de Mouro

As Lamas de Mouro são uma pequena aldeia situada no norte de Portugal, no concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo, bastante próxima da Serra da Peneda e do Parque Nacional da Peneda-Gerês. É uma aldeia com história ligada à pastorícia, agricultura de montanha e à vida rural transmontana. Aqui vai um resumo detalhado:

🏡 Origem e ocupação
• Lamas de Mouro surge como aldeia de montanha habitada por comunidades ligadas à agricultura de subsistência e à criação de gado.
• A região sempre teve pastagens abundantes, ideais para a criação de vacas cachenas, cabras e ovelhas.
• As casas eram tradicionalmente em granito, muitas vezes com telhados de lousa, refletindo a arquitetura típica do Minho e Trás-os-Montes.

🌿 Economia e cultura
• A economia da aldeia sempre esteve ligada à agricultura e pastorícia, com cultivo de milho, centeio e batata.
• A transumância era uma prática comum, movendo gado entre campos de altitude no verão e áreas baixas no inverno.
• Lamas de Mouro manteve tradições rurais e comunitárias, como a utilização de eiras para debulha do milho, e pequenas festividades religiosas ligadas à agricultura.

⛰️ Paisagem e importância estratégica
• Situada numa planície montanhosa, rodeada por serras e ribeiros, permitindo vista ampla da região e proteção natural.
• Serve como ponto de passagem entre trilhos que ligam outras aldeias históricas do norte de Portugal, incluindo Castro Laboreiro, Soajo e Adrão.

🛡️ Património e tradições
• Apesar do abandono gradual de algumas casas devido à emigração, a aldeia ainda conserva elementos arquitetónicos e culturais tradicionais.
• Pequenas capelas, fontanários e caminhos de granito continuam a ser usados pelos habitantes.
• A comunidade preserva festas religiosas e tradições rurais, refletindo a forte ligação à natureza e à vida agrícola.


Castro Laboreiro

O Castro Laboreiro é uma das aldeias mais históricas e emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, situado no extremo norte do concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo, junto à fronteira com a Galiza (Espanha). A sua história é marcada por elementos de defesa, pastorícia e cultura transmontana. Aqui vai um resumo detalhado:

🏰 Origens e nome
• O nome “Castro Laboreiro” deriva de castro, que significa fortificação celta ou castreja, e Laboreiro, associado provavelmente ao latim labore (trabalho) ou ao topónimo da região.
• O castro original remonta à Idade do Ferro, tendo sido utilizado como ponto defensivo estratégico devido à sua localização elevada.
• Durante a ocupação romana, a região manteve importância militar e estratégica, controlando rotas de passagem entre Portugal e a Galiza.

🌄 Paisagem e localização
• Localizado a cerca de 850 metros de altitude, rodeado por montanhas graníticas, vales e rios.
• A aldeia fica no Vale de Castro Laboreiro, permitindo pastagens extensas e proteção natural, ideal para a criação de gado, especialmente as vacas cachenas, raça autóctone da região.

🐾 Economia e cultura
• A economia tradicional é baseada em pastorícia, agricultura de subsistência e produção de queijo e fumeiro.
• Castro Laboreiro é conhecido pela raça bovina Cachena, altamente adaptada ao clima severo e à serra.
• A região mantém tradições rurais e artesanais, incluindo tecelagem, cestaria e construção em granito.

Património
• Castro Laboreiro: ruínas do antigo castro fortificado, que datam da Idade do Ferro.
• Igreja Matriz de Castro Laboreiro: reconstruída ao longo dos séculos, refletindo estilos góticos e barrocos.
• Pontes de granito e caminhos antigos: usadas para transumância e circulação entre aldeias vizinhas.

🎉 Tradições
• Festas religiosas e romarias, especialmente ligadas à padroeira da aldeia.
• Manifestações culturais ligadas à vida pastoril, como exposições de gado e feiras rurais.


Aldeia de Pontes

A Aldeia de Pontes é uma pequena localidade histórica situada na região norte de Portugal, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, normalmente associada a Arcos de Valdevez e às serras envolventes, como a Serra da Peneda e a Serra do Soajo. Apesar de ser uma aldeia menos conhecida, possui uma história ligada à travessia de rios, agricultura e vida rural tradicional. Aqui vai um resumo detalhado:

🌉 Origem e nome
• O nome “Pontes” deve-se à presença de pontes de pedra antigas, que permitiam a travessia dos rios e ribeiros locais, facilitando o transporte de pessoas e gado.
• A aldeia era um ponto estratégico para ligar outras aldeias da serra, como Soajo, Adrão e Gavieira.
• A presença de passadiços e pontes rústicas evidencia a importância da circulação na região montanhosa.

🏡 Economia e ocupação
• Tradicionalmente, os habitantes viviam da agricultura de subsistência (milho, centeio, batata) e da pastorícia de vacas, cabras e ovelhas.
• A aldeia era ponto de passagem para a transumância, permitindo mover o gado entre campos de baixa altitude no inverno e pastagens de altitude no verão.
• Pequenos moinhos e eiras comuns eram utilizados para moer cereais e secar grãos, mantendo a economia comunitária.

⛰️ Paisagem e importância
• Situada junto a ribeiros e cursos de água, a aldeia aproveita os recursos naturais para irrigação, pesca e criação de gado.
• Localizada em planícies montanhosas e vales abrigados, protegidos por serras, oferece vistas panorâmicas e acesso a trilhos de montanha.

🛡️ Património
• Pontes de pedra antigas, algumas com arcos românicos ou medievais.
• Pequenas capelas e fontanários típicos da região.
• Caminhos empedrados que ligam a aldeia a Soajo, Adrão e outras aldeias vizinhas.

🎉 Cultura e tradições
• Mantém festas religiosas locais e rituais ligados à agricultura.
• Tradicionalmente, os habitantes da Aldeia de Pontes preservam tradições de artesanato rural, como cestaria, tecelagem e carpintaria de granito.


Branda da Bouça dos Homens

A Bouça dos Homens, situada na freguesia da Gavieira, no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), é um local com grande valor histórico, cultural e natural. O nome “Bouça” significa um terreno de mato ou pastagem comunitária, e “dos Homens” refere-se ao facto de ter sido tradicionalmente usada pelos habitantes das Brandas e Inverneiras da Gavieira sobretudo como área de cultivo e pastoreio.

🏔️ Contexto histórico e etnográfico
A Bouça dos Homens faz parte de um sistema ancestral de ocupação sazonal da montanha muito característico da Peneda-Gerês.
Os habitantes da Gavieira e aldeias vizinhas viviam em dois lugares distintos ao longo do ano:
• No inverno, desciam para as inverneiras, zonas mais abrigadas e de clima mais ameno.
• No verão, subiam para as brandas, onde cultivavam e pastoreavam os animais nos prados de altitude.

A Bouça dos Homens é uma dessas brandas, uma das mais conhecidas e melhor preservadas da Peneda e representa o modo de vida tradicional das populações serranas que dependiam do gado e da agricultura de montanha.

⛪ Arquitetura e traços rurais
Na Bouça dos Homens encontram-se espigueiros de granito, currais, casas de pedra cobertas a colmo ou lousa, e caminhos antigos em calçada granítica.
Essas construções eram erguidas de forma comunitária e usadas por várias famílias, simbolizando o espírito de entreajuda típico destas comunidades.

🐄 Atividades tradicionais
A economia da Bouça dos Homens girava em torno:
• Da criação de gado autóctone, como a vaca cachena, os cavalos garranos e as cabras bravas;
• Do cultivo de cereais e batatas em pequenas leiras;
• Da produção de mel e ervas aromáticas.

Ainda hoje, o local é usado para pastoreio e serve como ponto de passagem para caminhantes e pastores.

🌿 Ambiente natural
Inserida entre a Serra da Peneda e a Serra do Soajo, a Bouça dos Homens oferece paisagens de grande beleza, com vista para:
• A Branda da Gavieira,
• Castro Laboreiro,
• As lagoas e cascatas da Peneda,
• E, em dias claros, parte da Galiza.

É uma zona rica em biodiversidade, onde é comum observar águia, corço, garrano e lobos-ibéricos.

🧭 Curiosidades
• A Bouça dos Homens é também o ponto de partida de vários trilhos pedestres, como o Trilho da Peneda ao Outeiro Alvo e troços do GR50 – Grande Rota do PNPG.
• Atualmente, há casas de turismo rural recuperadas com respeito pela traça original, o que mantém viva a memória do local.


Branda de Santo António

TA Branda de Santo António, situada na região de Val de Poldros, no norte de Portugal, é uma das muitas brandas típicas da Serra do Soajo e arredores do Parque Nacional da Peneda-Gerês, usadas historicamente como refúgio sazonal para o gado e para a vida pastoril. Aqui vai um resumo detalhado:

🏞️ Origem e função
• As brandas são localidades de montanha, geralmente situadas em altitudes mais elevadas, usadas temporariamente no verão para pastores e gado.
• A Branda de Santo António era utilizada principalmente para a transumância, isto é, o movimento do gado entre os vales baixos no inverno e os pastos de altitude no verão.
• O nome “Santo António” deve-se à padroeira local, à qual os pastores prestavam devoção para proteger o gado e as colheitas.

🏡 Arquitetura e habitação
• As casas da branda são construídas em granito, simples e robustas, refletindo a necessidade de proteção contra o clima de montanha.
• Pequenos curraletes e cercados de pedra são típicos para o gado.
• Algumas brandas mantêm capelas ou oratórios dedicados a santos, como Santo António, para uso ritual dos pastores.

🌿 Economia e cultura
• A economia local baseava-se em pastorícia e produção de fumo, queijo e cereais, adaptada ao ambiente de montanha.
• A Branda de Santo António é representativa do modo de vida sazonal e comunitário das brandas da região, onde famílias inteiras se deslocavam com o gado durante o verão.

⛰️ Paisagem e localização
• Situada em vales elevados, rodeada por pastagens, bosques e cursos de água, permitindo pontos estratégicos de vigilância do gado.
• Ligava-se a outras brandas e aldeias do Soajo, Adrão e Val de Poldros através de trilhos antigos, que ainda hoje podem ser percorridos a pé.

🛡️ Património e importância histórica
• Apesar de muitas brandas terem sido abandonadas, a Branda de Santo António mantém elementos arquitectónicos e culturais históricos, mostrando a vida rural tradicional do PNPG.
• Representa a transumância e a gestão sustentável dos recursos da serra, importantes para compreender a história das aldeias de montanha do norte de Portugal.


Portela de Alvite

“Portela de Alvite” é uma zona de montanha que divide duas freguesias/câmaras: Merufe, no concelho de Monção, e Sistelo, no concelho de Arcos de Valdevez.

Uma das marcas mais fortes desta localidade é a Feira Tradicional da Portela de Alvite, que já vai em várias edições e tem importância para a identidade rural da região.

Atividades e tradições associadas

  • Concurso pecuário, com raças autóctones como o garrano e a vaca cachena.
  • Corridas de cavalos.
  • Feira do gado.
  • Cantadores ao desafio, rusgas, grupos folclóricos, concertinas, expositores de produtos agrícolas e artesanato local.
  • Tasquinhas com petiscos tradicionais, vinhos da região.

Importância social e cultural
Também é uma via para promoção económica local, sobretudo para agricultores, criadores de gado, artesãos e produtores locais.

A feira serve como ponto de encontro inter-freguesias, reforçando laços culturais entre comunidades de montanha.

É uma forma de preservar usos e costumes tradicionais que, de outro modo, se perderiam.


Baloiço do Mezio

O Baloiço do Mezio é uma das atrações mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), situado na freguesia de Cabana Maior, no concelho de Arcos de Valdevez. Com 7,60 metros de altura, a estrutura oferece uma vista panorâmica de 360 graus sobre a Serra do Soajo, as serras Amarela e do Soajo, os concelhos vizinhos de Ponte da Barca e Ponte de Lima, e até mesmo uma parte de Viana do Castelo.

A estrutura foi inaugurada em julho de 2020 e rapidamente se tornou um ponto de passagem obrigatória para quem visita o PNPG. Composta por madeira resistente e equipada com piso antichoque para segurança dos visitantes, o baloiço permite que duas pessoas baloiçem simultaneamente, proporcionando uma experiência única e emocionante.

A localização do baloiço é de fácil acesso a partir da Porta do Mezio, uma das entradas principais do parque, e está rodeada por trilhos naturais que permitem aos visitantes explorar ainda mais a beleza da região. É aconselhável visitar o local ao amanhecer ou ao pôr do sol para capturar as melhores fotografias e aproveitar a tranquilidade do ambiente.


Porta do Sol

Porta do Sol do Mezio é um dos pontos de entrada e miradouros mais emblemáticos do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)

Aqui estão os principais detalhes:

🌄 Descrição

  • A Porta do Sol é um miradouro natural que oferece vistas panorâmicas sobre a Serra do Soajo, a Serra Amarela, vales envolventes e partes do concelho de Ponte da Barca.
  • O nome “Porta do Sol” vem da vista privilegiada do nascer do sol, tornando o local perfeito para fotografia e contemplação.

🚶 Acesso

  • Localizado próximo do Baloiço do Mezio, permitindo combinar a visita aos dois pontos.
  • O acesso é feito por trilhos bem sinalizados, adequados para caminhadas leves.
  • Há estacionamento nas imediações, facilitando a visita para famílias e turistas.

📸 Dicas
Combinar a visita com trilhos circundantes do PNPG para uma experiência completa.

Melhor horário: amanhecer ou fim de tarde para aproveitar a luz dourada.

Levar binóculos para observar a paisagem e a fauna local.


Senhor dos Passos

Senhor dos Passos em Merufe, Monção, é um local emblemático situado à entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), na região do Alto Minho. Este espaço combina património religioso, lazer e natureza, sendo um ponto de partida para explorar a região.

🏞️ O que é o Senhor dos Passos em Merufe?
O Senhor dos Passos é uma capela situada em Merufe, Monção, que serve como ponto de encontro para várias atividades culturais e recreativas. O local é conhecido pelo Parque de Merendas do Senhor dos Passos, um espaço agradável para piqueniques em família ou com amigos, rodeado por sombra e tranquilidade. 

Além disso, a área é palco de eventos culturais, como o Festival de Folclore Merufe, que ocorre anualmente no último domingo de julho, reunindo grupos folclóricos da região. 

🚶 Trilhos e Atividades ao Redor
Merufe oferece diversas opções para os amantes da natureza e caminhadas. Um exemplo é o Trilho do Caminho dos Mortos e Afins, realizado em 1º de dezembro de 2023, com uma distância aproximada de 13 km e dificuldade moderada. 

Outro evento relevante é a Caminhada da Procuradoria-Geral Regional do Porto, que ocorreu em 21 de junho de 2024, com início e fim no Parque de Merendas do Senhor dos Passos, percorrendo caminhos rurais, florestais e de montanha. 

🗺️ Como Chegar
Merufe está localizada no concelho de Monção, no distrito de Viana do Castelo, norte de Portugal. O acesso ao Senhor dos Passos é facilitado pela Estrada do Carrascal, que liga Merufe a outras localidades da região.


Sistelo

Sistelo, conhecido como o “Tibete Português”, é uma das aldeias mais emblemáticas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, situada no concelho de Arcos de Valdevez, junto ao rio Vez. A sua fama vem sobretudo das paisagens em socalcos — uma impressionante engenharia agrícola moldada ao longo de séculos pela mão humana.

🏞️ Origens e História
A ocupação de Sistelo remonta à Idade Média, embora haja vestígios de presença humana desde tempos pré-históricos nas encostas envolventes. O nome “Sistelo” surge em documentos já no século XIII, quando a aldeia pertencia à Casa da Nóbrega e mais tarde aos condes de Sistelo.

Durante séculos, a economia da aldeia baseou-se na agricultura de subsistência e na criação de gado. Para aproveitar ao máximo as encostas íngremes do vale do Vez, os habitantes criaram os famosos socalcos, permitindo cultivar milho, feijão e batata em terreno montanhoso. Estes campos estruturados com muros de pedra são o traço mais distintivo de Sistelo — um verdadeiro anfiteatro agrícola.

👑 O Visconde de Sistelo
Uma figura marcante da história local foi o Visconde de Sistelo, Manuel António Gonçalves Roque (1834–1895). Emigrante abastado que fez fortuna no Brasil, regressou à aldeia e deixou um legado de modernidade:
• Mandou construir o Castelo de Sistelo, inspirado na arquitetura romântica;
• Contribuiu para obras públicas, caminhos e pontes;
• Melhorou as condições de vida da população local.

A sua influência é visível ainda hoje no casario e na organização da aldeia.

🌿 Património e Reconhecimento
Graças à sua paisagem cultural excecional, Sistelo foi classificada em 2017 como Monumento Nacional, na categoria de “Paisagem Cultural” — uma distinção rara em Portugal.
Este reconhecimento protege o conjunto formado pela aldeia, os socalcos agrícolas, os caminhos tradicionais e o sistema de rega ancestral.

🚶‍♂️ Sistelo Hoje
Hoje, Sistelo é um dos destinos mais procurados do PNPG para caminhadas e turismo rural. A Ecovia do Vez, que liga Arcos de Valdevez a Sistelo, é um dos percursos pedestres mais belos do país, passando por pontes medievais, levadas e paisagens de montanha.

Sistelo é, portanto, um exemplo vivo de harmonia entre o homem e a natureza, onde a tradição agrícola moldou uma das paisagens mais icónicas de Portugal.


Eira do Penedo

🌾 Espigueiros do Soajo – Eira do Penedo
• Localização: Vila do Soajo, concelho de Arcos de Valdevez, na Eira do Penedo, junto à encosta da serra do Soajo.
• O que são: Espigueiros são armazenamentos tradicionais de cereais, elevados do chão sobre pilares de pedra (para proteger do excesso de humidade e dos roedores).
• Número: No conjunto da Eira do Penedo encontram-se 24 espigueiros, dispostos sobre uma grande laje de granito, formando um dos mais belos e emblemáticos conjuntos do norte de Portugal.
• Arquitetura:
• Estrutura em granito, com telhado em duas águas.
• Elevados sobre pilares com pedras circulares (impedem a subida de ratos).
• Dispostos em fileiras paralelas sobre a rocha.
• Importância:
• Património etnográfico e cultural, símbolo da vida rural da região.
• Atrai turistas pelo cenário pitoresco e pela ligação à tradição agrícola local.
• Ambiente: Rodeados por montanhas, vales e vegetação típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês, com vistas panorâmicas sobre o Soajo e a Serra do Soajo.