Botas de Trekking
Botas para trekking, qual é a melhor? Essa é pergunta que todos fazem na hora de escolher um calçado para caminhada. Porém, antes de comprar uma bota ou uns ténis de trekking, é importante conhecer um pouco sobre eles.
O motivo? Para evitar cair numa desilusão. Outra, saber investir no calçado certo. E, ainda, para ter consciência do quanto pode esperar do equipamento escolhido. O universo das botas pode até não ser tão grande, mas existem botas (e tênis) de todos os tipos, preços e aplicações. E é sobre essa diversidade que vamos conversar.
Bota de trekking não é um produto barato, por isso é necessário ter certa cautela na hora de escolher o produto, porque comprar uma bota inadequada pode lhe causar além de prejuízos financeiros, problemas como fracturas, luxações no tornozelo e até feridas nos pés.
Como as pesquisas referente a essas dúvidas são muitos procuradas aqui na TrekkinGerês vamos passar todos os detalhes possíveis para tenha o máximo de conhecimento e experiência na hora de comprar as suas botas.
Tipos de pé
Saber o tipo do seu pé é o primeiro passo para a escolha das botas de trekking. Existem, basicamente, 3 tipos de formatos de pé: plano, neutro e o cavo. Vamos explicar cada um deles.
- Pé neutro – Quem possui esse tipo de pé, geralmente está mais propenso a torcer o tornozelo. Sabendo disso, deve-se ter priorizar botas de cano longo. Abaixo será explicado com mais detalhes.
- Pé cavo – Os pés cavos têm a área de apoio menor, cujas pressões são bem concentradas no calcanhar e nos metatarsos, ou seja, os pés são inclinados mais para a parte de fora, inclusive podem ocorrer dores nesses locais pela pressão que é colocada. É indicado para esse formato de pé os calçados com maior amortecimento para suavizar o impacto de cada passada.
- Pé plano – Esse formato de pé é possível ser identificado por ele tocar toda a planta do pé no chão, uma boa maneira de identificar isso é depois do banho, com os pés ainda molhados, pisar numa toalha e observar o desenho do pé. Quem tem esse tipo de pé cansa-se mais rápido e, por isso, precisa procurar um calçado com maior controle de passada. Os fabricantes de calçados geralmente especificam se o produto possui ou não tal característica.
Algumas lojas possuem aparelhos que ajudam a identificar o formato do pé. Use-o a seu favor!
Botas e tênis para trekking – tudo o que você precisa saber
Antes de abordar os detalhes das botas, é importante deixar claro que todas, sem excessão, devem oferecer conforto, segurança, aderência e evitar lesões. Esses são requisitos básicos e essenciais para qualquer bota ou ténis de trekking.
Antes de apresentar alguns modelos para cada tipo de atividade, vamos saber mais sobre botas? É rapidinho!
Bota impermeável
Quando se fala em desportos radicais e em trilhos, é preciso ficar atento aos calçados impermeáveis, pois é comum cruzar linhas de água, poças, enfrentar chuvas e até mesmo o orvalho da manhã. E o facto é que calçado molhado causa desconforto.
Entretanto, só considero obrigatório uma bota impermeável caso o trekking seja feito em locais com temperaturas baixas, cuja húmidade possa causar sérios problemas, inclusive a hipotermia. Sabendo disso, é preciso uma atenção muito especial para esse detalhe. Se for um trilho de praia ou montanha de baixa altitude, o desconforto será bem menor, porém poderá causar bolhas. Se optar por uma bota ou tênis de trekking que não seja impermeável, escolha algum modelo de fácil eliminação de água. Isso faz toda a diferença.
Bota transpirável
Acima falamos sobre a impermeabilidade das botas de trekking. Com certeza pensou sobre o local que irá fazer o seu trilho, certo? Outra coisa boa é saber que muitas botas possuem uma tecnologia chamada Gore-tex, que é um tratamento químico que cria uma “membrana” que permite que o seu pé transpire mesmo diante uma superfície impermeável. Ou seja, impede de entrar água na bota, mas permite que o ar entre e saia. As botas mais sofisticadas possuem esse sistema. Essa tecnologia evita que o pé “frite” dentro de uma bota impermeável, como acontece com galochas. Já usou?
Material
Para escolher umas boas botas de trekking é preciso levar em consideração o local da atividade. Além disso, é importante saber que há três tipos de revestimentos para botas: couro, sintético e misto.
Locais húmidos – Dê preferencias a botas sintéticas impermeáveis de alta qualidade. Para trilhos que possuem água no caminho, alguns caminheiros escolhem botas de couro, as quais também podem funcionar muito bem. Porém, esse tipo de tecido é um pouco mais abafado, não sendo indicado para dias muito quentes. O couro tende a entrar em desuso com o avanço da tecnologia.
Dias quentes – Caso o seu trilho aconteça num local mais quente, prefira os tecidos mais leves, aqueles parecidos com tênis, onde o seu pé possa respirar melhor. Um bota impermeável pode não ser a melhor opção nesses casos. Ou seja, em locais assim é ideal que a sua bota elimine o líquido com facilidade e ofereça boa ventilação.
Solas
Uma das partes super importantes das suas botas de trekking que deve ser considerada é a sola. Hoje, no mercado, existem calçados com tecnologia de solas baseados em pneus de automóveis pela aderência que possuem. É o caso das solas Vibram.
Solas com esse tipo de tecnologia é sinônimo de beleza, pois aderem muito bem, tanto em superfícies secas quanto nas molhadas, o que proporciona mais segurança, flexibilidade e longevidade. Diversas marcas utilizam essa tecnologia. Para verificar se a bota deseja possui essa tecnologia, basta olhar para a sola, caso exista o selo amarelo “Vibram”, estará no bom caminho.

O cano da bota
Prestar atenção ao cano das botas de trekking faz muita diferença quanto a segurança. Existem diferentes tipos de canos, e a principal função de todos os modelos é de ajudar a manter o seu passo estável e, em consequência disso, garantir segurança, evitando torções no tornozelo.
Botas com o cano alto oferecem maior proteção ao tornozelo e ajudam a evitar uma lesão em terrenos mais acidentados. Caso esteja a carregar uma mochila grande e a fazer uma travessia, o ideal são as botas de cano longo ou médio. Ténis de trekking, nesse caso, não é a melhor opção.
Botas de cano curto são indicadas para trilhos mais curtos – de até um dia no máximo –, com mínimo de desnível e sem o uso de mochila com muita carga. Elas tendem a dar mais liberdade de movimento e a serem mais leves e flexíveis, porém limitadas ao tipo de atividade.
O tamanho da bota de trekking
Aqui, vamos falar do tamanho da bota. Algumas pessoas gostam de comprar as botas de trekking com uma numeração maior, porque muitas vezes as meias próprias para trekking são mais grossas que as comuns. Mas também tem muita gente que prefere usar meias de duas camadas, pois esse sistema (de dupla camada) evita bolhas por ter menos atrito com o pé. Sendo assim, deve-se comprar uma bota maior?
Nem sempre. É claro que quanto ao tamanho é uma observação que pode ou não dar certo. Sendo assim, é importante que você sinta o calçado no pé e experimente com meia grossa e meia mais fina e ver o que mais se adequa aos seus gostos e ao conforto de seus pés.
Além disso, leve em consideração que os seus pés incham depois de algumas horas de caminhada. As botas de trekking apertadas podem deixar sua atividade muito desconfortável, magoando os seus dedos. Em contrapartida, botas de trekking largas podem não dar a segurança que você precisa, pois numa descida, por exemplo, o seu pé pode escorregar dentro das botas, inclusive partindo as suas unhas durante a atividade.
Entretanto, o ideal é experimentar a bota com as meias de trekking, de preferências as mesmas que você usar durante a sua aventura.
Boas aventuras!
A equipa da Trekk in Portugal!